Belford Roxo, na Baixada Fluminense, combina alta pluviosidade anual — acima de 1.300 mm — com solos sedimentares de argila mole e areia fina. Essa combinação exige que qualquer obra de médio porte conheça a condutividade hidráulica do subsolo antes de projetar drenagens ou rebaixamentos. O ensaio de permeabilidade in situ pelos métodos Lefranc e Lugeon oferece dados diretos de campo, sem os erros de amostras deformadas. Para complementar a investigação, o estudo de mecânica dos solos integra os resultados com a estratigrafia local, e a densidade com cone de areia confirma o grau de compactação dos aterros adjacentes.

Em Belford Roxo, o lençol freático raso exige ensaio de permeabilidade in situ para evitar recalques diferenciais e subpressão em fundações.
Procedimento e escopo
- Coeficiente de condutividade hidráulica (k) em m/s
- Variação com a profundidade (perfil hidrogeológico)
- Efeito de camadas confinantes e artesianas
Particularidades da região
O erro mais frequente entre construtoras em Belford Roxo é confiar apenas em tabelas empíricas de permeabilidade. A variação lateral dos solos sedimentares da Baixada torna esse dado completamente enganoso. Já vi projetos de drenagem que subdimensionaram bombas porque usaram um k médio de literatura, quando o valor real era 10 vezes maior. O ensaio in situ elimina essa adivinhação. Ele entrega o coeficiente real do local, na profundidade exata da escavação ou fundação. Economiza retrabalho e evita multas por paralisação de obra.
Vídeo explicativo
Este serviço complementa o nosso ensaios in situ para uma análise integral do projeto.
Normas técnicas vigentes
ABNT NBR 14545:2007 — Determinação da permeabilidade em furos de sondagem, ABNT NBR — Standard Test Method for Determining Transmissivity and Storage Coefficient of Low-Permeability Rocks by Constant Head Injection Test, ABNT NBR 6122:2019 — Projeto e execução de fundações (item 5.2 sobre investigação geotécnica)
Serviços técnicos vinculados
Ensaio Lefranc em solo (carga variável)
Indicado para solos arenosos e argilosos da região, mede a condutividade hidráulica em furo revestido. Resultado em m/s com perfil por profundidade.
Ensaio Lugeon em rocha (carga constante)
Aplicado em maciços rochosos, como os encontrados nas encostas da Serra do Tinguá. Fornece a perda d'água por unidade de comprimento (unidades Lugeon).
Perfil hidrogeológico integrado
Combina ensaios Lefranc e Lugeon com coleta de amostras indeformadas e análise de poropressão. Entregamos relatório com recomendação para rebaixamento ou drenagem.
Parâmetros típicos
Perguntas mais comuns
Qual a diferença entre os métodos Lefranc e Lugeon?
O Lefranc usa carga variável e é mais adequado para solos de baixa a média permeabilidade (k entre 10⁻⁵ e 10⁻⁹ m/s). O Lugeon usa carga constante e é indicado para maciços rochosos fraturados, medindo a perda de água por metro de furo (unidade Lugeon). Em Belford Roxo, aplicamos Lefranc em solos sedimentares e Lugeon quando a sondagem atinge embasamento rochoso.
Quanto tempo leva o ensaio de permeabilidade in situ em Belford Roxo?
O ensaio Lefranc dura de 2 a 4 horas por ponto, incluindo estabilização do nível d'água e coleta de dados. O Lugeon pode levar até 6 horas por trecho ensaiado. O laudo final é emitido em até 5 dias úteis após a campanha de campo.
Qual o valor do ensaio de permeabilidade in situ?
O custo referencial para Belford Roxo fica entre R$ 1.450 e R$ 2.320 por ponto ensaiado, dependendo da profundidade, do método (Lefranc ou Lugeon) e da quantidade de pontos. Orçamentos para múltiplos furos têm desconto progressivo.
O ensaio pode ser feito em qualquer tipo de solo de Belford Roxo?
Sim, desde que o furo de sondagem esteja estável. Em argilas moles muito plásticas ou areias finas soltas, pode ser necessário revestimento para evitar desmoronamento. O método Lefranc funciona bem em solos sedimentares típicos da Baixada Fluminense.
Preciso de outros ensaios geotécnicos junto com o de permeabilidade?
Recomendamos complementar com o ensaio SPT para resistência e com o ensaio de granulometria para classificar o solo. A permeabilidade isolada não substitui a investigação geotécnica completa, mas é essencial para projetos de drenagem e rebaixamento.